Como ser um Doador de Órgãos?

A doação de órgãos é um ato de generosidade que pode salvar muitas vidas e, como acontece após a morte, aqueles que desejam se tornar um doador devem se preparar para tal. Até 2001, a intenção de doação poderia ser legitimada através da sua manifestação em documentos de identificação, como a Carteira de Identidade e a Carteira Nacional de Habilitação. Essa forma de registro, porém, deixou de ter validade com a criação da lei Nº 10.211, em 2001, que extinguiu a doação presumida no Brasil e determinou que a mesma só ocorreria com a autorização familiar, independente do desejo em vida do potencial doador. Por isso a importância de se conversar com a família sobre essa vontade!

Existem ainda outras maneiras de facilitar a decisão de seus familiares no momento da doação. É possível, por exemplo, usar redes sociais como o Facebook para se declarar um doador de órgãos (veja abaixo). Embora essa atitude não tenha qualquer validade jurídica, serve para dar suporte à decisão da família e fazer com que seu desejo de doação seja cumprido.

Como se declarar doador no Facebook?
Entre no seu perfil e, no topo da sua linha do tempo, clique em “Evento cotidiano”. Selecione então “Saúde e bem-estar” e depois em “Doador de Órgãos”. Preencha os campos e clique em “Salvar”.

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Religião e Doação de Órgãos

Uma das grandes dúvidas quando fala-se em doação de órgãos e tecidos é o posicionamento das religiões diante deste assunto. Todas as religiões compreendem que a doação de órgãos é um ato de caridade e de amor ao próximo, já que traz grandes benefícios para o receptor, sendo a iniciativa de doar uma decisão particular do indivíduo e da família.

Algumas religiões posicionam-se contra a doação para ‘bancos de órgãos’, pois acreditam que o órgão doado deve ser transplantado imediatamente, como é o caso do judaísmo. Já os Testemunhas de Jeová se baseiam em passagens bíblicas para não aceitar transfusões de sangue (https://goo.gl/54o0yR). Porém, a doação e o transplante de órgãos é aceito, com a condição de que não exista contato entre o sangue do doador e o receptor.

A verdade é que nenhuma religião proíbe a doação de órgãos, embora algumas tenham as suas peculiaridades. Mesmo diante deste quadro, algumas famílias ainda recusam a doação dos órgãos de seu familiar alegando motivos religiosos, demonstrando um desconhecimento da própria religião e do impacto social da doação na vida de outras pessoas.